Nossa, que assunto complexo. Ah, a estética, essa grande preocupação dos homens e das mulheres desde tempos muito antigos. A beleza é um conceito difícil de definir. Já houveram vários padrões estéticos diferentes. Gordinhas, magérrimas, altas, pequenas, musculosas. Para os homens o padrão também já se modificou muitas vezes. Barba e bigode ou cara limpa, cabelos longos ou curtos, olhos claros ou escuros. Afinal, o que é essa tal beleza que todos perseguem? É uma incógnita? Acabei de mudar de canal e está passando um concurso de beleza. Não sei dizer qual é, se é Miss Universo ou outro qualquer. Comecei a pensar que nunca é escolhida aquela que eu achei bonita. Agora elegi as misses Venezuela, Rússia e Austrália. Quero ver o resultado. Terminou o concurso e não foi mesmo nenhuma das que eu escolhi. Cada um tem um olhar sobre a beleza. O poeta, Vinicios de Moraes já dizia que beleza é fundamental. Mas, continuo a perguntar: _o que é beleza? O ditado “quem ama o feio, bonito lhe parece” é um ditado muito sábio e diz uma grande verdade. A beleza está nos olhos do observador. Também existe um conceito de que beleza é o equilíbrio entre os dois lados da pessoa. Não, não é o lado interno e externo e sim, se dividirmos uma pessoa ao meio, o lado direito e o lado esquerdo. Assim, quando um lado do rosto é igual ao outro, a pessoa é mais bonita.
Tenho visto muitas mulheres que ficam se sentindo a última das criaturas porque engordaram um pouco. Quando ficamos mais velhos, podemos enxergar o que realmente interessa nas pessoas. Quando jovens uma gordurinha à mais na barriga, o nariz, tudo é motivo para se achar feio(a). Depois, percebemos que tudo isso não é o ponto máximo. O que adianta ser bonito por fora e vazio por dentro? O conjunto agradável é o que faz para mim um homem ou mulheres bonitas. Fuja dos muito bonitos(as), em geral são egocêntricos e exigentes e quase não sabem dar, só querem receber. Beleza é brilho no olhar, amar a vida e um coração cheio de bem querer.
blog, guida gerosa, Artista plástica, desenvolve trabalhos em desenho, gravuras, vidro, pintura. Tem a criatividade como o grande caminho da arte. Escreve para o jornal cidade de serra negra. Teve poesia publica em coletânia, O amor e a paixão na literatura.
terça-feira, novembro 18, 2008
sábado, outubro 18, 2008
CURSO DE HISTÓRIA DA ARTE
Outubro e novembro de 2008
Curso de Hitória da arte, desde a Pré-história até o século XX.
Análise de diversas obras.
Serra Negra - Jornal Cidade de Serra Negra
tel 19 -38921972
quarta-feira das 16:00 as 18:00 e 20:00 as 22:00 horas
Curso de Hitória da arte, desde a Pré-história até o século XX.
Análise de diversas obras.
Serra Negra - Jornal Cidade de Serra Negra
tel 19 -38921972
quarta-feira das 16:00 as 18:00 e 20:00 as 22:00 horas
quinta-feira, junho 05, 2008
ACOMPANHANTE NÃO É GENTE!
Esse período no hospital tem me rendido muitas histórias e reclamações. Veja bem, eu sou a acompanhante. O paciente, precisa de atenção, carinho, mas, e o(a) acompanhante? Ele é um ser desprezível, insignificante? Aqui, é assim que o acompanhante se sente tratado por alguns enfermeiros, auxiliares e ajudantes. O paciente fica egocêntrico, tudo tem que ser atenção para ele. Se ele não dorme, o acompanhante tem que acordar, afinal, é isso o que significa a c o m p a n h a n t e, se o paciente tem insônia, o acompanhante tem que ter. Cedinho, o enfermeiro entra no quarto, falando alto e pronto, acorda todo mundo, o paciente, e o acompanhante que acordou a noite toda, e não está com insônia, alias, está morrendo de sono. Nem todos os dias sou eu que fico de acompanhante e outro dia, minha enteada reclamou que estava dormindo quando sentiu jogarem o monte de roupa que seria trocada das camas no seu pé, lá pelas seis horas da manhã. Diz que tomou um baita susto que realmente imagino. Esse é um hospital de primeira, equivaleria a um hotel cinco estrelas, imaginem então em outros hospitais. Aqui, ao lado do hospital tem uma escola de enfermagem, que prepara o pessoal para trabalhar aqui. Tem aqueles que entram devagarzinho, falam baixinho e demonstram terem cuidado e respeito pelo acompanhante. Não posso só falar mal, tem alguns muito gentis e atenciosos como a moça da rouparia, o pessoal da copa para quem estamos sempre pedindo para atrasar o almoço, o jantar e o café da manhã. Se deixarmos, o jantar chega às dezoito horas e não conseguimos comer nessa hora. Algumas fisioterapeutas chegam querendo mandar, dizer o que o acompanhante (esposa) tem que fazer. Como se ela soubesse como é a vida do casal. Uma das filhas do paciente é fisioterapeuta e, essa parte das massagens é toda dela. Ai, ai, ser acompanhante não é fácil. O acompanhante não é nada e só têm obrigações e deveres. É um ser de ferro que tem que agüentar tudo e todos e depois de uma, duas, três, quatro e cinco noites, o cansaço e estresse emocional já o transformaram em paciente. Há pouco tempo, eu era acompanhante e depois de três noites acabei com febre, de cama. Corri então para meus médicos queridos de Serra Negra, mais especificamente para o Eduardo Tiengo, pois são ainda aqueles que mantém a conduta do médico de família que acho que nunca deveria acabar e ele me tratou. Agora, estou acompanhante de novo e morrendo de sono. Ai, ai ai....
segunda-feira, janeiro 14, 2008
O AMOR DE JOÃO E CANDINHA
Até pouco tempo a história de Maria Cândida Vaz de Carvalho era desconhecida para mim. Adoro ouvir histórias antigas e fico muito feliz quando tenho o privilégio de conhecer alguma nova. Dia desses, fiquei conhecendo uma história bem antiga da minha família. Foi o Maneco que me contou. O Maneco, sempre foi meu amigo com uma certa ressalva. Aquele amigo que parece que não quer ser. Eu insistia na amizade porque ele é irmão da Thereza, casada com meu primo Inácio Doria Pupo e gosto muito deles. Dia desses o encontrei na chopperia Caborê em Paraty e começamos a conversar. Pronto, era o dia dele me contar uma história muito antiga que dizia respeito a minha família e à dele e o motivo principal de sua diferença comigo. A avó dele foi casada com meu Tio-avô João Batista de Barros lá pelos anos de 1896, irmão do meu Avô Deca, do Tio Tonico pai do Adhemar de Barros, do Tio Benedito, Tio Sebastião, Tio Julio, Tio Felipe, Tio Domingos, Tia Canuta, Tia Anna Euphrozina, Tia Francisca, Tio Carlos, Tio Emydio, Tia Romana. Eram muitos irmãos. Que fôlego que tinha minha Bisavó Sebastiana Leopoldina Schmidt de Barros que já havia sido casada e tinha uma filha do primeiro casamento e ainda teve todos esses! Mas, é do meu Tio João que estou falando. Ele casou com Maria Cândida e eram muito apaixonados. Como vários da família, ele tinha tuberculose. Recém casado com a Candinha, foi para Campos do Jordão para se tratar em uma clinica. A Candinha havia engravidado e depois de alguns meses foi para Campos para visitar seu amor que estava lá internado se recuperando. Quando lá chegou, João havia morrido. No caminho de volta acabou perdendo o bebe e quando chegou de volta em casa, os irmão dele a fizeram voltar para a casa dos pais dela sem direito a nada. Quando o Maneco acabou de me contar, fiquei pasma. Ele continuou. Sua avó se casou novamente com Manuel Sampaio Barros, da cidade de Limeira e teve outros filhos, de quem ele descende, mas disse que sua avó lhe contou que seu grande amor foi o meu Tio João. Nossa, que história! Contou o Maneco que sua avó não quis entrar em litígio com a família do seu marido falecido. Nem sempre quando ouvimos uma história sobre o passado de nossas famílias, essa história é um conto de fadas e não podemos mudar o que já aconteceu. Mas, parece que fui eleita para contar essa história de amor e drama que se passou há 112 anos atrás. Nos dias de hoje, meu avô e seus irmãos teriam uma vida mais fácil com a cura da tuberculose e, muitos que morreram jovens, teriam constituído famílias. Pensei agora que então a Candinha teria sido minha tia-avó. Mas como? Ela foi minha tia-avó! Então, a avó do Maneco é minha tia-avó também. É Maneco, temos muitas ligações de parentescos nessas famílias antigas brasileiras. Quando menos esperamos, pronto, lá está um parente ou uma ligação que nem desconfiávamos.
Até pouco tempo a história de Maria Cândida Vaz de Carvalho era desconhecida para mim. Adoro ouvir histórias antigas e fico muito feliz quando tenho o privilégio de conhecer alguma nova. Dia desses, fiquei conhecendo uma história bem antiga da minha família. Foi o Maneco que me contou. O Maneco, sempre foi meu amigo com uma certa ressalva. Aquele amigo que parece que não quer ser. Eu insistia na amizade porque ele é irmão da Thereza, casada com meu primo Inácio Doria Pupo e gosto muito deles. Dia desses o encontrei na chopperia Caborê em Paraty e começamos a conversar. Pronto, era o dia dele me contar uma história muito antiga que dizia respeito a minha família e à dele e o motivo principal de sua diferença comigo. A avó dele foi casada com meu Tio-avô João Batista de Barros lá pelos anos de 1896, irmão do meu Avô Deca, do Tio Tonico pai do Adhemar de Barros, do Tio Benedito, Tio Sebastião, Tio Julio, Tio Felipe, Tio Domingos, Tia Canuta, Tia Anna Euphrozina, Tia Francisca, Tio Carlos, Tio Emydio, Tia Romana. Eram muitos irmãos. Que fôlego que tinha minha Bisavó Sebastiana Leopoldina Schmidt de Barros que já havia sido casada e tinha uma filha do primeiro casamento e ainda teve todos esses! Mas, é do meu Tio João que estou falando. Ele casou com Maria Cândida e eram muito apaixonados. Como vários da família, ele tinha tuberculose. Recém casado com a Candinha, foi para Campos do Jordão para se tratar em uma clinica. A Candinha havia engravidado e depois de alguns meses foi para Campos para visitar seu amor que estava lá internado se recuperando. Quando lá chegou, João havia morrido. No caminho de volta acabou perdendo o bebe e quando chegou de volta em casa, os irmão dele a fizeram voltar para a casa dos pais dela sem direito a nada. Quando o Maneco acabou de me contar, fiquei pasma. Ele continuou. Sua avó se casou novamente com Manuel Sampaio Barros, da cidade de Limeira e teve outros filhos, de quem ele descende, mas disse que sua avó lhe contou que seu grande amor foi o meu Tio João. Nossa, que história! Contou o Maneco que sua avó não quis entrar em litígio com a família do seu marido falecido. Nem sempre quando ouvimos uma história sobre o passado de nossas famílias, essa história é um conto de fadas e não podemos mudar o que já aconteceu. Mas, parece que fui eleita para contar essa história de amor e drama que se passou há 112 anos atrás. Nos dias de hoje, meu avô e seus irmãos teriam uma vida mais fácil com a cura da tuberculose e, muitos que morreram jovens, teriam constituído famílias. Pensei agora que então a Candinha teria sido minha tia-avó. Mas como? Ela foi minha tia-avó! Então, a avó do Maneco é minha tia-avó também. É Maneco, temos muitas ligações de parentescos nessas famílias antigas brasileiras. Quando menos esperamos, pronto, lá está um parente ou uma ligação que nem desconfiávamos.
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