sexta-feira, março 25, 2022

VOCÊ AI, SE ACHA ESPECIAL?

 

Muita gente por aí se acha especial. Você é um deles? Todos os psicólogos dizem que temos que trabalhar a autoestima, mas acredito que exista uma diferença entre graus diferentes de autoestima. Pessoas que tem esse sentimento em equilíbrio são maravilhosas, são incríveis, são nobres, simpáticas e agradáveis. Doam-se aos outros. Escutam, respeitam as outras pessoas como elas são, normalmente, são empáticas e preocupam-se com o bem-estar de todos. Conheço muita gente que é assim, mas também conheço pessoas que tem baixa ou super alta “autoestima”. Os que tem baixa autoestima se sentem sem confiança, incapazes e incompetentes e quanto mais se sentem assim, mais agem como se fossem mesmo inaptos e seus sentimentos negativos aumentam sempre. Não se sentem capazes de realizar as coisas e, com isso, acabam perdendo inúmeras oportunidades de crescimento na vida e vão prejudicando o próprio desenvolvimento. Já aqueles que tem em excesso, se tornam arrogantes, egoístas, soberbas e narcisistas. A principal característica de quem tem uma super autoestima é acreditar que os seus desejos devem estar sempre à frente dos desejos dos outros, não importando quais sejam as circunstâncias. As pessoas se tornam mesquinhas e causam desgostos à quem convive com elas. Tudo começa lá na infância. Chegamos a esse mundo inseguros, bebezinhos e com muito medo de tudo, sem saber de nada, e conforme o tempo vai passando, tudo vai depender de como somos cuidados. Da segurança que nos passam, do amor, e ao mesmo tempo dos limites, pois os limites também são muito importantes para a formação de uma autoestima saudável. Quando você se achar especial, lembre-se que todos somos iguais, independente de cor, raça, beleza, fama, status social, condição financeira. Tudo vai depender de como você vai passar sua vida. A autoconfiança é a capacidade que temos de confiar em nós mesmos. Sinta-se seguro de suas habilidades, sem que isso te torne arrogante. Quando estamos numa fila ou no trânsito, devemos lembrar que todos querem o mesmo. Se você passar na frente é porque se acha melhor que o outro. Respeito, faz com que, mesmo se sentindo importante, entenda que somos todos iguais.

 

 

DITADOS POPULARES

 

Para que serve um ditado, proverbio, adágio, anexim, apotegma, dito, máxima, rifão, princípio, axioma, pensamento? Nossa! Cada   nome!!!! Já mais velhinha, minha mãe começou a fazer um apanhado dos ditados. É certo que basta digitar na internet e teremos uma lista deles, mas ela anotou muitos, inclusive em francês, italiano e alemão no seu caderninho. Naquele período, de tanto que falávamos nos ditados, percebi que tudo o que acontece em nossas vidas pode ter um ditado para expressar e acabamos falando algo. Se estamos fazendo um trabalho e não temos as ferramentas adequadas, acabamos por improvisar com algo, nossa primeira expressão é: Quem não tem cão, caça com gato. Ou, se conseguimos resolver duas coisas com um trabalho só: Matar dois coelhos com uma cajadada só. Ficamos felizes quando somos compreendidas logo e usamos o provérbio: Para bom entendedor meia palavra basta. Os ditados são tão antigos e existem em todas as línguas. Bruegel, o Velho, pintor holandês, por volta de 1550, pintou o quadro Provérbios Flamengos, que o deixaria famoso mesmo 500 anos depois. Um quadro renascentista que ilustra os provérbios holandeses e belgas. Quantas e quantas vezes nos acontece algo de ruim e nosso primeiro pensamento é: Há males que vem para o bem. (Será mesmo?). Os provérbios eram usados como ensinamentos. Frases curtinhas que serviam para transmitir conhecimentos e sabedorias populares. Temos que lembrar que naquela época não existiam escolas como hoje. Assim, os ditados eram necessários para transmitir, ensinar, advertir, aconselhar à todos em versos que eram repetidos e ajudavam na memorização.  Eles passam conceitos e recomendações que se referem ao nosso dia a dia. Minha mãezinha, que estava sempre em movimento, até quando velhinha ainda inventava alguma atividade, mesmo que fosse compilar os ditados, ensinou muito mais do que os conceitos dos ditados, mas também o SER CRIATIVA, “tirar leite de pedra”, SER PERSISTENTE “de grão em grão a galinha enche o papo” e “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, SER TRANQUILA “a pressa é inimiga da perfeição”, SER CONFORMADA “Deus escreve certo por linhas tortas”. Os ditados tinham uma função educativa. Hoje, ainda que tenhamos as escolas e os ditados não seriam mais tão necessários, pois a escola tem a função de ensinar, essas expressões continuam a se transmitir oralmente e, como FILHA DE PEIXE, PEIXINHA É, vamos sempre em frente, encontrando interesses e atividades!!! (próprio de gente curiosa)